Biografia do artista plástico Alberto Paulovich
Alberto Paulovich nasceu numa fazenda do município de Pirajuí, estado de São Paulo, no dia 8 de setembro de 1915. Era filho de Luiz Paulovich e Maria Martins Paulovich, ambos imigrantes vindos da ex-Iugoslávia. Era o sétimo entre os dez filhos da família, sendo que seu irmão gêmeo faleceu com 6 meses de idade.![]() |
| Família de Luiz Paulovich |
Aos sete anos ajudava sua irmã mais velha a levar comida para os irmãos mais velhos que trabalhavam na enxada de manhã até quase à noite. Apreciava pelo caminho as árvores, numerosas borboletas que se juntavam num lugar em que havia muita umidade e se encantava “com as lindas cores e formas delas”. Em casa, diz ele, “ eu me divertia riscando com um pedaço de pau no chão do terreiro”. Gostava, também, “de fazer homens, bichos e várias outras coisas com torrões de terra que tirava de um barranco”. À tarde “ficava um tempão olhando maravilhado as mudanças de cor e de formas das nuvens”.
Seu pai era contratado para formar cafezais nas fazendas. Também tocava numa banda da cidade além de trabalhar com um torno de madeiras que ele mesmo construiu, atividade que Alberto gostava de acompanhar e ajudar pedalando-o enquanto apreciava a peça bruta de madeira ir ganhando contornos graciosos. Com oito anos de idade, diz ele:
“Chegaram a nossa casa uns homens com roupas bonitas e pele muito clara. Logo fiquei sabendo que um era irmão de meu pai e que para mim ficou sendo meu tio”.
Continua seu relato dizendo:
“Eles tinham chegado da Yugoslávia. Um dia vi meu tio fazer homens, bichos, árvores num papel. Fiquei de boca aberta. Aquilo me chamou tanto a atenção que eu não o largava mais, apesar de não entender nada do que ele falava”.
Esse tio, de nome Francisco, era artista plástico e teve grande influência sobre a futura carreira de Alberto. Com nove anos de idade seus pais mudaram para a cidade e o levaram para uma escola. Não gostou muito de frequentar a escola, mas aos sábados ele adorava pois era dia de aula de desenho. Sua aptidão precoce para o desenho fez despertar no diretor da escola, o senhor Paulo Mont Serrat, o desejo de incentivá-lo tendo até escrito num jornal da cidade sobre a um menino com grande inclinação para o desenho. Assim, era chamado pela professora a desenhar na lousa sempre que havia um evento que necessitasse de um desenhista.
Nessa ocasião, seu tio Francisco veio morar na casa de seus pais e, certo dia, foi com o tio para o trabalho. Ele relata:
A partir dessa experiência com o tio, sua paixão pela pintura foi tornando uma obsessão. A solução pela ausência do tio foi suprida pela igreja. Ele relata:
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